Preste atenção nisso. Escute as palavras que sopro em seus ouvidos como brisa. Parece brisa, mas não é. É coisa minha, é sentimento que vai mansinho, que vai com o vento. Já contei que quando tu chegas, essa metade que me falta, traz consigo a completude da minha alma? Já contei que ao teu lado não sei nem onde começo e nem onde acabo? Contei não, fiz um pacto velado, minha alma e sua alma mantém um combinado e você, justinho você, sem nada saber, já é meu por querer ou não querer. Finge que não sabe, olha como quem desconfia, mas euzinha bem sei que em teu peito fiz moradia. Mas não tenho pressa, não tenha você também. A pressa atropela o momento, depois vamos reclamar a quem?
Enquanto você não vem, sozinha eu abraço os meus joelhos, improviso uma canção brega, extraviando a dor do coração para os cotovelos. Aguardo paciente para te ouvir cantar, para me tocar com palavras e mais que rapidamente me fazer desabrochar. Assim, sem pensar no mal-me-quer, vou repousar no teu corpo e ali me despetalar. Quero guardar na memória o seu perfume, para te enxergar de olhos fechados quando você não estiver, assim vou matar a saudade quando alguém exalar você numa esquina qualquer. Quanto tempo vai demorar? Dia? Mês? Vida? Ah, eu direi que não importa. Amor não é tempo, é amor e só. Quando finalmente você chegar desse lugar que não sei onde e nós dois soubermos que eu já sou coisa tua, uma redoma de poesia protegerá nossa história. Sem final. Apenas seguiremos de mãos dadas pela rua...
"Você me fez sentir de novo
o que eu já não me importava mais
você me faz tão bem."










3 comentários:
Adoro mãos dadas, adoro todos os significados, simples ou mágicos, de sair por aí com alguém que vai no mesmo passo que eu...
Abraços!
olha aqui,
essas coisas devem ser guardadas
a bem mais que o ameno que não causa
quando se ler
beijo camilinhoca
:*
Nossa Camila...esse texto é divinal.Há muito tempo eu não lia algo que eu gostasse tanto.Não há uma palvra ou sentimento fora de lugar.Soberbo.
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